Como investir em dólar? Entenda como funciona investir nos Estados Unidos

Descubra como investir em dólar, conheça plataformas, ETFs e alternativas de renda fixa americana para diversificar seus investimentos no exterior.

10/28/20266 min read

Por que investir em dólar?

Investir em dólar é uma possibilidade que chama a atenção de muitos brasileiros que desejam diversificar seu patrimônio e ter acesso ao mercado financeiro internacional.

Enquanto boa parte dos investimentos de quem mora no Brasil está concentrada em ativos nacionais, investir no exterior permite acessar empresas, fundos e títulos de outros mercados, especialmente dos Estados Unidos.

Mas existe uma diferença importante: investir em dólar não significa simplesmente comprar a moeda americana e guardar o dinheiro. Também é possível utilizar essa moeda para investir em ações, ETFs e títulos de renda fixa.

Essa diversificação pode ampliar as possibilidades de uma carteira, embora também envolva riscos, como oscilações do mercado internacional e variações cambiais.

Como funciona investir em dólar?

O processo é mais simples do que parece.

Para quem mora no Brasil, uma das maneiras de começar é abrir uma conta em uma plataforma que ofereça acesso ao mercado internacional.

Depois de realizar o cadastro, o investidor pode enviar dinheiro em reais, fazer a conversão para dólares e utilizar o saldo para comprar os ativos disponíveis.

Na prática, o caminho costuma ser:

  1. Escolher uma corretora ou plataforma com acesso ao mercado internacional.

  2. Abrir uma conta e concluir o cadastro.

  3. Enviar dinheiro em reais.

  4. Converter o valor para dólares.

  5. Escolher os investimentos disponíveis.

  6. Acompanhar a carteira e seus resultados.

É importante lembrar que a conversão envolve custos, como IOF e spread cambial. Por isso, antes de escolher uma plataforma, vale comparar as condições oferecidas.

Onde investir em dólar? Conheça algumas plataformas

Atualmente, existem diferentes maneiras de acessar investimentos internacionais sem precisar morar nos Estados Unidos.

Uma das alternativas conhecidas entre os investidores brasileiros é a Avenue, plataforma que oferece acesso a diferentes ativos do mercado americano.

Ela é um exemplo de como o investidor pode realizar a conversão de reais para dólares e acessar investimentos internacionais pelo aplicativo ou pelo site.

Na prática, também utilizo a Avenue para acessar o mercado americano. Por meio dela, invisto em ETFs como VOO e QQQ e tenho acesso a alternativas de renda fixa, como o TFLO. Esses são alguns exemplos de como é possível diversificar os investimentos utilizando o mercado internacional.

Mas ela não é a única opção.

Outras instituições e plataformas também oferecem acesso a investimentos internacionais, como o Inter e a Interactive Brokers. Cada uma possui características próprias, com diferenças em custos, produtos disponíveis, atendimento e funcionamento.

Por isso, não existe uma plataforma que seja necessariamente a melhor para todo mundo. O ideal é comparar as opções antes de abrir uma conta, observando principalmente as taxas de conversão, corretagem, manutenção e os ativos disponíveis.

O que são ETFs e como funcionam?

Antes de conhecer alguns exemplos de investimentos americanos, vale entender o que são os ETFs.

A sigla vem de Exchange Traded Fund, que pode ser traduzida como fundo negociado em bolsa.

De maneira simples, um ETF reúne diferentes ativos em um único fundo e busca acompanhar determinado índice, setor ou estratégia de investimento.

Isso significa que, em vez de comprar individualmente ações de várias empresas, o investidor pode adquirir cotas de um fundo que já oferece exposição a um conjunto de companhias.

Existem ETFs de diferentes categorias: alguns acompanham grandes empresas americanas, outros são voltados para tecnologia, mercados internacionais e até mesmo renda fixa.

E é aqui que entram alguns exemplos bastante conhecidos.

VOO: exposição às 500 maiores empresas dos Estados Unidos

Um dos ETFs que utilizo é o VOO, administrado pela Vanguard.

Seu objetivo é acompanhar o desempenho do índice S&P 500, que reúne aproximadamente 500 das principais empresas listadas no mercado americano.

Na prática, ao investir no VOO, o investidor passa a ter exposição a empresas de diferentes setores da economia, como tecnologia, saúde, finanças, consumo e indústria.

É uma alternativa utilizada por quem busca acompanhar o desempenho de uma parcela ampla do mercado de ações dos Estados Unidos.

Isso não significa que o investimento esteja livre de riscos. Como acompanha o mercado de ações, o VOO pode apresentar oscilações e períodos de desvalorização.

QQQ: uma exposição maior às grandes empresas de tecnologia

Outro ETF bastante conhecido é o QQQ, administrado pela Invesco.

Ele acompanha o índice Nasdaq-100, composto por 100 das maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq.

Entre suas principais características está a presença significativa de empresas ligadas à tecnologia e à inovação, embora o fundo também inclua companhias de outros setores.

Enquanto o VOO oferece exposição mais ampla ao mercado americano, o QQQ possui uma concentração maior em determinadas empresas e segmentos.

Por isso, os dois ETFs têm propostas diferentes, mesmo que existam empresas presentes em ambos.

No meu caso, utilizo os dois como parte da minha exposição ao mercado americano, com objetivos complementares: o VOO para acompanhar um índice mais amplo e o QQQ para ter uma exposição maior às grandes empresas listadas na Nasdaq.

E para os queridinhos da renda fixa, também temos opções nos Estados Unidos!

Quem gosta de investimentos como Tesouro Direto e outros produtos de renda fixa também encontra alternativas interessantes no mercado americano.

Um exemplo é o TFLO, ETF que investe em títulos do Tesouro dos Estados Unidos com juros flutuantes, conhecidos como Floating Rate Notes.

Esses títulos possuem taxas que são reajustadas periodicamente de acordo com referências de juros de curto prazo.

Dessa forma, o TFLO oferece exposição à dívida pública americana por meio de um fundo negociado em bolsa.

É uma alternativa diferente dos ETFs de ações, como VOO e QQQ, pois sua estratégia está relacionada à renda fixa.

Mas atenção: apesar de investir em títulos do governo americano, o TFLO não funciona exatamente como o Tesouro Selic brasileiro. Seu preço também pode oscilar, e não existe garantia de rentabilidade fixa para o investidor.

Além dele, existem outros ETFs e títulos americanos voltados para renda fixa, com diferentes prazos, características e níveis de risco.

Investir em dólar significa apenas comprar ETFs?

Não! Os ETFs são apenas uma das possibilidades disponíveis.

Quem investe diretamente no mercado americano pode encontrar outras alternativas:

  • Ações (Stocks): permitem investir diretamente em empresas negociadas nas bolsas americanas.

  • REITs: fundos imobiliários americanos que investem em imóveis ou ativos relacionados ao setor imobiliário.

  • Treasuries: títulos de dívida emitidos pelo governo dos Estados Unidos, com diferentes prazos e características.

  • ETFs internacionais: fundos que acompanham índices, setores, mercados e diferentes classes de ativos.

  • BDRs: certificados negociados na bolsa brasileira que representam ativos emitidos no exterior, permitindo exposição internacional sem necessariamente abrir uma conta em uma corretora americana.

Cada alternativa possui características próprias. Algumas oferecem maior potencial de valorização, enquanto outras estão mais relacionadas à geração de renda ou à exposição à renda fixa.

O importante é entender o funcionamento de cada investimento antes de colocar dinheiro nele.

Quais são os riscos de investir em dólar?

Assim como acontece com qualquer investimento, aplicar dinheiro no exterior também envolve riscos.

Um dos principais é a variação cambial. Imagine que você investiu em um ETF americano e ele valorizou em dólares. Mesmo assim, se o dólar cair em relação ao real, parte desse ganho pode ser reduzida quando o dinheiro for convertido novamente para reais.

Também existe o risco de mercado. Ações e ETFs podem perder valor, e não há garantia de que um investimento terá o mesmo desempenho observado no passado.

Outro ponto importante são os custos. Além das taxas cobradas pelas plataformas, é necessário considerar a conversão de moeda, possíveis encargos e os impostos aplicáveis.

A tributação dos investimentos no exterior também merece atenção. As regras brasileiras podem variar conforme a natureza do ativo e do rendimento, e a legislação sofreu mudanças importantes com a Lei nº 14.754/2023. Por isso, é importante acompanhar as regras atuais e verificar as obrigações de declaração e pagamento de impostos.

Afinal, vale a pena investir em dólar?

Investir em dólar pode ser uma maneira de diversificar o patrimônio e acessar oportunidades que não estão disponíveis diretamente no mercado brasileiro.

Existem alternativas para diferentes objetivos, desde ETFs de ações, como VOO e QQQ, até opções de renda fixa, como o TFLO.

Mas não é necessário começar com muitos investimentos ou tentar montar uma carteira complexa logo no início.

O primeiro passo é entender como funciona o mercado internacional, conhecer as plataformas disponíveis e identificar quais alternativas fazem sentido para seus objetivos.

Afinal, investir no exterior não significa abandonar os investimentos brasileiros, mas ampliar as possibilidades de diversificação.

Este conteúdo tem finalidade educativa e não representa recomendação de investimento.